Promoção de oficiais da GNR a generais não justifica "tanta polémica"

Ministra da Administração Interna diz que frequência de mestrado ou licenciatura na Academia Militar "não é condição sine qua non" para a promoção

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, afirmou hoje que não se justifica "tanta polémica" quanto aos cursos de promoção de oficiais da GNR a generais, o posto mais alto da hierarquia.

"Eu estou a ver este momento com alguma serenidade, não percebo onde é que há razões objetivas para haver tanta polémica por uma razão muito simples", disse, em declarações aos jornalistas, à margem da reinauguração do posto territorial da GNR de Castelo de Vide, no distrito de Portalegre.

Para a titular da pasta da Administração Interna, no atual enquadramento jurídico das Forças Armadas, a frequência de um mestrado ou de uma licenciatura na Academia Militar "não é condição sine qua non" para se poder aceder a um curso de promoção a oficial-general.

"O chamado curso de formação de oficiais não é condição nem necessária nem suficiente para se ir ao curso de promoção de oficial-general. É preciso sempre ter uma licenciatura e um mestrado, não vejo onde é que haja qualquer tipo de injustiça", disse.

Constança Urbano de Sousa acrescentou que este estatuto está atualmente "em fase de consolidação interna", surgindo, depois, uma proposta final que "irá a negociação" e seguirá o procedimento legislativo normal.

Sobre a reinauguração do posto territorial da GNR em Castelo de Vide, Constança Urbano de Sousa sublinhou que foi uma obra "mais do que necessária", uma vez que as instalações estavam "num elevado estado de degradação.

As obras de reabilitação e ampliação do posto da GNR envolveram um investimento de 272 mil euros.

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