Promessa de António Costa foi motivo de conversa com Marcelo em Cabo Verde

Presidente da República visitou a Escola Portuguesa inaugurada por Costa, na Praia, e ouviu a diretora falar de dois milhões de euros prometidos pelo primeiro-ministro para terminar o projeto.

De visita à Escola Portuguesa de Cabo Verde, na Cidade da Praia, no segundo dia de visita oficial ao arquipélago, Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido com as canções das crianças que, desde o final do ano passado, frequentam a estrutura inaugurada oficialmente por António Costa durante a última cimeira entre os dois países.

Susana Maximiano, a diretora da escola, aproveitou a visita do chefe de Estado - que visitou a escola juntamente com o presidente cabo-verdiano - para algumas explicações sobre o projeto, mas também para fazer um pedido.

"O primeiro-ministro veio cá e prometeu dois milhões [de euros] em três anos, e, então, vamos dividir esses dois milhões numa portaria de extensão de encargos que o senhor presidente vai pedir ao senhor ministro das Finanças para aprovar brevemente, porque o senhor ministro da Educação não o consegue fazer sozinho", disse.

Segundo a diretora da Escola Portuguesa de Cabo Verde, a verba de dois milhões de euros, durante um período de três anos, é necessária para concluir os trabalhos na escola e permitir que o ensino - que hoje é feito até ao pré-escolar e ao primeiro ciclo - possa ir até ao 12.º ano.

Depois de ouvir a explicação e o pedido para que use a sua influência junto do Governo e de Mário Centeno, o presidente da República não se comprometeu. No decorrer da visita, o chefe de Estado ofereceu alguns livros e prometeu mais uma remessa, mas, noutra das salas da escola, a propósito dos livros entregues, António Costa voltou a ser tema de conversa.

"Vou enviar mais [livros]. Eu não prometo é quantitativos, ao contrário do senhor primeiro-ministro", disse Marcelo Rebelo de Sousa. Na resposta, Susana Maximiano contrapôs: "Os quantitativos são com o senhor primeiro-ministro, mas os qualitativos são com o senhor presidente".

Procurando esquivar-se de qualquer "sarilho na coabitação política", o presidente da República prosseguiu a visita.

Esta terça-feira, no último dia da visita ao arquipélago, o presidente da República viaja até à ilha de São Vicente, onde visita a Escola Portuguesa do Mindelo, juntamente com o homólogo de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

À tarde ambos têm uma "conversa aberta" com alunos e professores da Universidade de Cabo Verde e visitam duas empresas portuguesas do setor têxtil.

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