Programa de Estabilidade reduz espaço de manobra de PSD e CDS

Marques Mendes defende que "este é o Programa de Estabilidade que PSD e CDS fariam se estivessem no poder"

Com o Programa de Estabilidade, apresentado na sexta-feira pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, o PSD e o CDS veem o seu espaço de manobra reduzido, de acordo com o antigo líder social-democrata Luís Marques Mendes, no seu espaço de comentário na SIC.

Marques Mendes notou este domingo à noite que "este é o Programa de Estabilidade que PSD e CDS fariam se estivessem no poder".

De acordo com o comentador, "tudo o que é essencial está adiado para outubro, para o debate do Orçamento para 2019", notando que "o próximo OE é um problema para todos". Sem exceção: para o Governo porque terá de decidir "se haverá aumento salarial para os funcionários públicos". Segundo Marques Mendes, "Centeno não quer fazer qualquer aumento" e "António Costa admite um aumento de acordo com os valores da inflação". Para o comentador, trata-se de "uma questão nuclear" por se tratar da "base de apoio do PS" e porque "a função pública pode ser para António Costa a mesma dor de cabeça que as pensões foram para Passos Coelho em 2015".

Para a esquerda parlamentar que apoia o governo socialista, este Orçamento também será um problema porque BE e PCP "não sabem se há vontade de negociar e margem para negociar".

Por fim, a direita fica com a tal margem reduzida para contestar linhas gerais com as quais concordará.

Se este dossiê for bem gerido, notou Marques Mendes, pode ser vantajoso para o PS ao reforçar os socialistas "como um partido moderado e de centro", essencial para se ganhar eleições e maiorias absolutas.

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