Professores sem dormir por mais direitos

Professores e sindicalistas começaram às 15.00 uma vigília de 24 horas, em frente ao Ministério da Educação em Lisboa, contra o desemprego e a precariedade.

" A vigília tem de chamar a atenção para o problema, denunciá-lo e corrigi-lo", disse Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Esta é uma ação simbólica à frente do Ministério da Educação (ME) "que é também responsável por esta situação de precariedade", disse João Louseiro.

O dirigente da Fenprof acrescentou "há profissionais de 10,15,20 anos que não têm perspectivas de futuro". Sofia Monteiro tem 45 anos está no quadro da escola de Vilar Formoso. Durante 9 anos esteve a contrato e por isso diz "compreendo a incerteza do futuro que os espera [dos jovens]".

Um dos grupos presentes é o dos professores de Educação Visual e Tecnológica (EVT) que, segundo a revisão curricular é fundida passando a chamar-se Educação Visual e retirando 75% dos docentes do ativo. Os vários professores, membros da Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) fazem-se acompanhar de uma estrutura com "Mr.Burns [personagem da série os Simpsons] a representar o capital, Almada Negreiros a representar o ensino artístico e um dragão, símbolo do ministério]", explicou Carlos Gomes, dirigente da APEVT.

"Temos que garantir que haja um concurso, que existam vagas e levar o ministério a aprovar um regime de concursos que permita a vinculação dos professores", referiu Mário Nogueira.

Arménio Carlos, presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) afirmou: "a precariedade não é só dos jovens, é de de todos e a sociedade tem de lutar pelos seus direitos por isso marcámos a greve de 22 de Março, onde decerto estará grande parte dos professores também".

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