Professores contratados só conseguiram 2300 horários completos

A grande maioria dos cerca de 14 mil horários anuais e completos indicados pelas escolas foram ocupados pelos professores dos quadros

Mais de 3000 professores contratados conseguiram entrar nos quadros do Ministério da Educação nos concursos deste ano. No entanto, como se previa, para quem ficou de fora as hipóteses de colocação numa escola baixaram significativamente: entre cerca de 14 mil horários anuais e completos pedidos pelos estabelecimentos de ensino, apenas 2300 foram ocupados por contratados a termo, de acordo com dados divulgados esta tarde pelo Ministério.

Para o Ministério, o diminuto número de lugares anuais e completos ocupados por contratados a termo é um bom sinal: "Esta é a demonstração inequívoca do efetivo combate à precariedade do corpo docente", considera.

Refira-se que é a primeira vez que as listas dos professores contratados nos concursos nacionais são divulgadas antes do mês de agosto. Seguem-se as chamadas "reservas de recrutamento", para preencher lugares que entretanto venham a ser libertados nas escolas (por situações como baixas e aposentações), sendo que de acordo com o Ministério a primeira terá lugar ainda antes do início do ano letivo.

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João Céu e Silva

Corações estrangeiros na areia até o mar os apagar

Quando se fala em Sul no nosso país vem logo à cabeça a palavra Algarve e ninguém se lembra do Alentejo, a região que só usamos para se chegar ao mar. Se formos turistas, a situação é diferente, pois muitos dos que vão para lá passar férias aterram logo no Aeroporto de Faro. O que leva milhões de pessoas a encaminharem-se dos seus países para o Algarve, e algumas delas a ficarem por lá até ao fim das suas vidas, resultará de múltiplas razões. A principal, além das fotografias das praias, será o boca-a-boca que amigos transmitem uns aos outros. Tanto assim que os grupos formam-se e desaguam por ali por qualquer bom motivo, como o de despedidas de solteiras. São às dezenas! E de solteiros também. Aí, com a particularidade de os noivos serem na maioria gays, como se depreende das suas esfuziantes celebrações. O que os leva a todos até lá só um bom inquérito poderá esclarecer, mas assisti a uma prova viva que se me a contassem eu diria que era vinda de pessoas com uma boa imaginação e um certo toque de inventividade. O que foi? Ao caminhar pela praia vi um jovem casal de estrangeiros parado na areia da baixa-mar a fazer um desenho. Não estranhei que a arte representasse por um coração, mas foi impossível não ficar admirado quando observei que em vez dos nomes deles estava a palavra "Portugal" em letras grandes. É certo que depois acrescentaram os seus nomes - e tudo ficou bem. Certo, deveria ser um casal que estava em fim de férias algarvias e gostara muito da região, expressando deste modo o seu agradecimento durante umas horas até que a maré subisse e apagasse aquela declaração de amor. No entanto, dois dias depois voltei a ver outro casal - eram sempre casais - a imprimir na a areia um simpático "Love Portugal". Era o princípio de um padrão que me surpreendia. No dia seguinte, outro casal entretinha-se na mesma expressão de sentimentos, e lá estava a desenhar mais um coração com três palavras lá dentro: os de uma mulher e um de homem e de novo o país... As minhas férias acabaram, mas, se a moda pegou, quem foi a seguir continuou a descobrir estas mensagens inesperadas para nós, que estamos sempre a dizer mal de uma palavra que fica nos corações estrangeiros por alguma razão.