Príncipes visitam Laboratório de Nanotecnologia

Os príncipes das Astúrias visitaram hoje o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) em Braga, no que o diretor da instituição considerou um "sinal do apoio" da casa real espanhola ao projeto comum a Espanha e Portugal.

Numa visita que decorreu por entre forte dispositivo de segurança, Felipe de Bórbon y Grécia e Leitizia Ortiz reuniram-se com o diretor do INL, José Rivas, que em declarações a jornalistas considerou a reunião "importante" e "curta mas produtiva".

José Rivas adiantou que na reunião não foi abordada a questão do orçamento para o INL embora o diretor já tenha admitido cortes no financiamento.

Os príncipes das Astúrias, que não fizeram qualquer tipo de declaração, visitaram as instalações do instituto, nomeadamente a "joia da coroa" do laboratório, a Sala Limpa e assistiram a uma apresentação do trabalho de duas das equipas de cientistas do INL.

Objeto de um protocolo assinado em 2005 pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior português e da Educação e Ciência espanhol, o INL é o resultado de uma aposta no "reforço e na cooperação científica e tecnológica", nomeadamente nas áreas de nanociência e nanotecnologia, entre os dois países.

A visita do herdeiro da coroa espanhola acontece alguns dias depois da Cimeira Ibérica, da qual saiu um compromisso de "reforço" no apoio ao INL.

O INL, que está em funcionamento há cerca de ano e meio, tem como data prevista para "funcionar em pleno" o ano de 2014.

"Uma estrutura destas demora a funcionar em pleno. Não é fácil encontrar cientistas de excelência até porque estes demoram muitos anos a formar", explicou o responsável.

Atualmente o INL tem entre 80 e 90 cientistas de 19 nacionalidades, tendo sido concebido para receber 200 investigadores.

O INL, com uma área de 47 mil metros quadrados, dedica-se a quatro áreas "estratégicas" de investigação: nano medicina, meio ambiente e controlo alimentar, materiais com nano eletrónica e manipulação molecular de pequenos instrumentos a nível químico.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.