Presidente do INE reforma-se após 12 anos à frente do instituto

Alda Carvalho reformou-se por estar quase a fazer 70 anos

A presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Alda Carvalho, terminou o mandato em dezembro e reformou-se, prestes a atingir os 70 anos de idade e após 12 anos à frente do organismo, confirmou fonte oficial do instituto.

"O mandato do Conselho Diretivo do INE, presidido por Alda de Caetano Carvalho, terminou a 31 de dezembro 2017", avançou fonte do INE à agência Lusa, confirmando a notícia avançada pelo ECO.

"Nesse contexto, e à beira de atingir o limite de idade para o exercício de funções públicas (70 anos), a Dra. Alda de Caetano Carvalho decidiu aposentar-se, situação em que já se encontra", sendo a gestão do instituto assegurada pelo restante Conselho Diretivo, acrescenta a mesma fonte.

Segundo adianta, o novo Conselho Diretivo do INE "será conhecido oficialmente logo que cumpridos todos os requisitos legais para a sua nomeação".

Formada em Economia, Alda Carvalho foi nomeada presidente do INE em novembro de 2005, segundo informação publicada no 'site' do instituto.

Trabalhou como economista no Centro de Estudos de Planeamento da Presidência do Conselho de Ministros em 1972, na Direção Geral de Planeamento e Integração Económica de Moçambique (1973/74), na Direção Geral do Comércio (1975/82) e no Departamento Central de Planeamento (1982/83). Foi assessora e chefe de gabinete do secretário de Estado do Planeamento (1984/85), diretora do Departamento Central de Planeamento/Departamento de Prospetiva e Planeamento (1986/2005) e consultora do Banco Mundial (1994).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.

Premium

Opinião

Angola, o renascimento de uma nação

A guerra do Kosovo foi das raras seguras para os jornalistas. Os do poder, os kosovares sérvios, não queriam acirrar ainda mais a má vontade insana que a outra Europa e a América tinham contra eles, e os rebeldes, os kosovares muçulmanos, viam nas notícias internacionais o seu abono de família. Um dia, 1998, 1999, não sei ao certo, eu e o fotógrafo Luís Vasconcelos íamos de carro por um vale ladeado, à direita, por colinas - de Mitrovica para Pec, perto da fronteira com o Montenegro. E foi então que vi a esteira de sucessivos fumos, adiantados a nós, numa estrada paralela que parecia haver nas colinas.