Portugueses consomem em média 2,7 medicamentos por mês

No Dia Mundial da Saúde, a DECO faz o retrato do consumo de medicamentos em Portugal

Vinte e cinco euros é o custo médio dos cerca de 2,7 medicamentos que os portugueses tomam mensalmente, de acordo com um inquérito da DECO PROTESTE, em que participaram cerca de duas mil pessoas.

Dos quatro países inquiridos, Portugal é o que mais gasta por mês em medicamentos. Seguem-se Itália e Bélgica (20 euros), e Espanha (10 euros).

O mesmo estudo conclui que cerca de 6 em cada 10 consumidores portugueses preferem medicamentos genéricos.

Os analgésicos (94%) são o fármaco mais presente no armário dos medicamentos no nosso país. Seguem-se os anti-histamínicos (36%), os antidiarreicos e antieméticos (32%), e os ansiolíticos e hipnóticos (30%), que estão cada vez mais presentes.

A DECO PROTESTE destaca, ainda, a qualidade e a clareza da informação prestada aos consumidores, nomeadamente através dos folhetos informativos dos medicamentos. Se é certo que 65% dos consumidores afirmam que os consultam com frequência, este número está a diminuir progressivamente.

Para inverter este declínio, a defesa do consumidor considera fundamental tornar o folheto mais claro e mais adequado ao nível de literacia dos consumidores.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.