Portuguesa morre em grave acidente de viação com pesado em França

Pesado conduzido pela mulher saiu da estrada e caiu numa vala. Condutora morreu no embate e marido ficou gravemente ferido.

Uma portuguesa com cerca de 50 anos morreu hoje num grave acidente de viação na saída da autoestrada francesa A2 para a cidade de Cuvillers, disse à agência Lusa o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário.

Segundo o secretário de Estado, a portuguesa viajava acompanhada pelo marido, que se encontra internado no Hospital de Cambrai. "A situação está a ser seguida pelo cônsul em Paris", acrescentou o secretário de Estado.

O "terrível acidente" ocorreu cerca das 13:00 de Lisboa (14:00 em França) no sentido Paris-Valenciennes da A2, um pouco antes das portagens de Thun-l'Évêque, quando o pesado conduzido pela portuguesa saiu da estrada e caiu numa vala junto à cidade de Cuvillers, refere edição digital do jornal La Voix Du Nord. A condutora, uma portuguesa com cerca de 50 anos, terá morrido logo após o embate, acrescenta.

As fotos que acompanham a notícia mostram um camião praticamente desfeito pela intensidade do embate. Veja o vídeo do La Voix Du Nord:

A portuguesa viajava com o marido, que ficou gravemente ferido no acidente e foi transportado para o centro hospital de Cambrai pelos bombeiros locais.

O camião, de matrícula espanhola, transportava peças metálicas. Antes de sair da estrada, terá rebentado com os "rails" de proteção e caído numa vala.

De acordo com o La Voix Du Nord, foi preciso cerca de uma hora para os 15 bombeiros que acorreram ao local desencarcerarem o marido da condutora, cuja nacionalidade não é referida na notícia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Assunto poucochinho ou talvez não

Nos rankings das escolas que publicamos hoje há um número que chama especialmente a atenção: as raparigas são melhores do que os rapazes em 13 das 16 disciplinas avaliadas. Ou seja, não há nenhum problema com as raparigas. O que é um alívio - porque a avaliar pelo percurso de vida das mulheres portuguesas, poder-se-ia pensar que sim, elas têm um problema. Apenas 7% atingem lugares de topo, executivos. Apenas 12% estão em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa - o número cresce para uns míseros 14% em empresas do PSI20. Apenas 7,5% das presidências de câmara são mulheres.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

Quando não podemos usar o argumento das trincheiras

A discussão pública das questões fraturantes (uso a expressão por comodidade; noutra oportunidade explicarei porque me parece equívoca) tende não só a ser apresentada como uma questão de progresso, como se de um lado estivesse o futuro e do outro o passado, mas também como uma questão de civilização, de ética, como se de um lado estivesse a razão e do outro a degenerescência, de tal forma que elas são analisadas quase em pacote, como se fosse inevitável ser a favor ou contra todas de uma vez. Nesse sentido, na discussão pública, elas aparecem como questões de fácil tomada de posição, por mais complexo que seja o assunto: em questões éticas, civilizacionais, quem pode ter dúvidas? Os termos dessa discussão vão ao ponto de se fazer juízos de valor sobre quem está do outro lado, ou sobre as pessoas com quem nos damos: como pode alguém dar-se com pessoas que não defendem aquilo, ou que estão contra isto? Isto vale para os dois lados e eu sou testemunha delas em várias ocasiões.