Portugal pelo Brasil: as comunidades com a comida em destaque

O secretário de Estado José Luís Carneiro começa hoje uma visita ao Brasil com as comunidades portuguesas em agenda e o azeite, a cultura e a gastronomia em destaque

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, arrancou hoje uma visita que se prolonga até dia 30 de abril às comunidades portuguesas residentes em várias cidades brasileiras.

A deslocação começa em São Paulo, onde o governante participará num evento de promoção da Rota do Azeite e Vinhos de Trás os Montes, seguido de um encontro com a comunidade portuguesa. Em Brasília, assistirá ao lançamento de uma reedição fac-similada do livro A Arte da Cozinha, de João da Matta, que no século XIX cozinhou refeições para as famílias real de Portugal e imperial brasileira. A reedição é uma iniciativa do Grémio Literário Português da cidade de Belém do Pará. José Luís Carneiro contactará também com a comunidade portuguesa em São Luís, no Estado do Maranhão. Nesta cidade, estará presente na inauguração de uma nova ala do hospital da Beneficência Portuguesa de São Luís e, também, na cerimónia de assinatura de um protocolo de cedência de um espaço no Convento das Mercês, onde será instalada uma estrutura de promoção cultural de Portugal.

Este convento tem a sua história ligada à vida e obra do religioso e homem de letras português Padre António Vieira, que ali proferiu alguns dos seus sermões. O périplo terminará com a primeira visita de José Luís Carneiro à comunidade portuguesa na cidade de Manaus. A passagem por esta cidade, situada na Amazónia, inclui, entre outras iniciativas, a participação no II Encontro de Associações Portuguesas do Norte do Brasil.

Veja aqui o programa completo da visita.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.