Portugal é dos mais infelizes, mas dá mais sentido à vida

Portugueses são os segundos menos satisfeitos com a vida na União Europeia. Mas ficam acima da média no sentido de vida. Saúde e emprego são determinantes para se ser feliz.

No país do fado e da saudade, a satisfação com a vida não vai além dos 6.2, numa escala de 0 a 10. Pior do que Portugal só a Bulgária (4.8), mostram os dados divulgados pelo Eurostat a propósito do Dia Internacional da Felicidade, que se assinala hoje. Do lado oposto, os países nórdicos confirmam a descoberta do elixir da felicidade. Suécia, Finlândia, Dinamarca chegam aos 8.0.

A felicidade depende das condições de saúde, da situação financeira e das relações sociais. Fatores que podem ajudar a compreender a posição de Portugal neste ranking. Isso, e a mentalidade do "vamos andando", sublinha o sociólogo e conselheiro de Estado, Alfredo Bruto da Costa. Já que, nem só a crise pode ter justificado essa posição, uma vez que a Irlanda (o primeiro país da UE a pedir assistência) está entre os países mais felizes, com um nível de 7.4. - acima da média da UE que é de 7.1.

A acompanhar o desânimo nacional estão a Grécia, o Chipre e a Hungria que deram a mesma nota à sua satisfação geral com a vida. Em termos globais, apenas 21.7% dos europeus estavam altamente satisfeitos com a sua vida (os que atribuíram nota 9 ou 10 nas suas respostas), enquanto que a esmagadora maioria (57,4%) colocou a sua satisfação em relação à vida nos níveis médios (entre o 6 e o 8).

Os dados recolhidos em 2013 refletem ainda as três dimensões do bem-estar subjetivo: "satisfação com a vida, com base em uma avaliação cognitiva global; afetos, ou a presença de sentimentos positivos e ausência de sentimentos negativos; e eudaimónica, a sensação de que a vida tem um sentido", explica o documento do gabinete de estatística da União Europeia (UE).

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