"Por onde andaria Marcelo Rebelo de Sousa no dia 25 de abril?"

General que é mandatário distrital de Sampaio da Nóvoa lança dúvidas sobre o cumprimento do serviço militar por Marcelo

O general António Ferreira do Amaral, antigo capitão de Abril, lançou a dúvida este domingo à noite sobre o percurso militar de Marcelo Rebelo de Sousa, num tempo em que o serviço militar era obrigatório. "Por onde andaria o cidadão Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 25 de abril de 1974?", questionou o mandatário distrital de Sampaio da Nóvoa, no jantar da candidatura em Viseu, depois de Marcelo ter questionado Nóvoa (no debate entre os dois) sobre onde estava o antigo reitor da Universidade de Lisboa no 25 de novembro de 1975.

"Faço a pergunta e respondo: devia estar no cumprimento do serviço militar obrigatório" (SMO), mas não estava, disse Ferreira do Amaral, que acusou mesmo de incumprimento da lei do SMO. "Mas tal não sucedeu, incumprindo com a lei militar."

Segundo o general, só "à luz de uma eventual inaptidão" se podia evitar o SMO, através de uma lista "que constava do catálogo em vigor". Ferreira do Amaral tratou de questionar, passados estes anos, "se a eventual moléstia não atrapalha a sua candidatura". O militar, que foi um dos capitães de Abril, então no Regimento de Infantaria 14 de Viseu, e está agora na reforma, notou ainda que a "atitude moral" de Rebelo de Sousa "é ainda mais condenável porque o ministro do Ultramar [Baltasar Rebelo de Sousa] era o seu próprio pai".

"A solidariedade é um valor que Marcelo recusa permanentemente", apontou Ferreira do Amaral, acrescentando que "a única solidariedade que ele tem hoje em dia é com Ricardo Salgado", o antigo presidente da administração do BES.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...