Plenário do SEF não afeta voos em Lisboa

A ANA - Aeroportos de Portugal - garante que reunião dos funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras não está a condicionar o tráfego no aeroporto Humberto Delgado

O plenário dos inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para analisar os problemas no setor não está a afetar os voos no aeroporto de Lisboa, adiantou à agência Lusa uma fonte da ANA -- Aeroportos de Portugal.

"Os voos não estão a ser afetados pelo plenário. As companhias aéreas conseguiram reorganizar as coisas colocando alguns voos a chegar mais cedo e outros a chegar mais tarde", adiantou à agência Lusa o porta-voz da ANA, Rui Oliveira.

No domingo a ANA - Aeroportos de Portugal tinha dado conta de que estranhava a hora escolhida para a realização do plenário dos inspetores do SEF, hoje entre as 06:00 e as 08:00, porque coincidia com o período em que eram mais necessários, e antecipava atrasos significativos no aeroporto de Lisboa.

Fonte oficial da ANA justificava com o facto de naquele horário chegarem e partirem a maior parte dos voos internacionais com passageiros que precisam de controlo de passaporte na fronteira, os chamados voos 'não Schengen'".

Hoje em declarações à Lusa, o porta-voz da ANA garantiu que os voos não estão a ser afetados, nem foram registados quaisquer atrasos.

No domingo, o presidente do sindicato que representa os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Acácio Pereira, confirmou à Lusa a realização do plenário a partir das 06:00 no aeroporto de Lisboa, justificando o horário com a mudança do turno da madrugada para o da manhã.

Durante o plenário, os inspetores vão analisar a situação no setor, nomeadamente a falta de meios do SEF no aeroporto de Lisboa.

O sindicato que representa os inspetores do SEF realiza hoje uma reunião com a ministra da Administração Interna para discutir a falta de pessoal e de meios naquele serviço de segurança.

A reunião foi pedida pelo Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF/SEF), que há muito alerta para a falta de inspetores no SEF.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras tem atualmente 750 inspetores.

Exclusivos

Premium

Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.