Pílula: a invenção que nasceu há 63 anos e é rainha em Portugal

Carl Djerassi, um dos responsáveis pela criação do método oral, morreu aos 91 anos. Foi uma das grandes revoluções do século XX. Por cá, continua a ser a solução mais usada

Foi um daqueles acasos da ciência que valeu a Carl Djerassi e Russel Marker o título de pais da pílula. O principio do método contracetivo foi descoberto há 63 anos e foi uma das grandes revoluções do século XX. Permitiu às mulheres controlarem o ciclo menstrual e com isso deu-lhes o poder de decidir quando querem ter filhos. Na última sexta-feira a invenção ficou órfão. Carl Djerassi morreu aos 91 anos, com cancro. Mas o legado continua a ser dos mais importantes. Em Portugal, nem mesmo os novos métodos contracetivos disponíveis destronaram a pílula como a principal escolha das mulheres.

"A pílula é de longe o método mais usado em Portugal. É uma coisa mais nossa, porque a nossa percentagem é superior à média dos países desenvolvidos e dos países europeus. É a rainha, e muito grande, da contraceção em Portugal. Em 1980, no primeiro inquérito português à fecundidade, 22% das mulheres usava a pílula. Em 1987 eram 42%. Dez anos depois 60% das mulheres usava a pílula e em 2007/2008, data do último inquérito, eram 67,9%. Foi uma evolição muito rápida e até agora, mesmo com o aparecimento de outros métodos, não se manifestou alteração. O uso do implante ou do anel vaginal são pequenos comparados com a pílula", explica ao DN Duarte Vilar, diretor executivo da Associação para o Planeamento da Família.

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