PEV saúda "regresso à normalidade democrática"

"Já estivemos mais perto de Abril" mas também "já estivemos mais longe", disse hoje o deputado do PEV José Luís Ferreira

.Falando na sessão solene parlamentar de celebração do 25 de Abril, o parlamentar ecologista saudou a nova solução governativa liderada pelo PS e apoiada pela esquerda parlamentar, que o seu partido integra.

Deu-se "um regresso à normalidade democrática" e "a Constituição voltou a ser respeitada": "os Orçamentos do Estado inconstitucionais são coisa do passado."

Este é também um tempo de "regresso da afirmação da nossa soberania" já que "o Programa de Estabilidade que viajava na 'carroça telecomandada' para receber o ámen da Europa antes de ser discutido entre nós passou a ser discutido no sítio certo antes de ser enviado à Europa".

Seja como for, o deputado do PEV reafirmou as causas do seu partido que ainda o opõem ao PS: "Desde logo o Tratado Orçamental" e "a dívida, cuja renegociação se continua a impor".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.