Duas petições contra mudanças nas linhas do Metro

Em causa, os planos para tornar a linha Verde circular, "anexando" parte da linha Amarela

Já há pelo menos duas petições públicas contra as alterações nas linhas do Metro de Lisboa. Uma das petições é contra "o fim da atual linha Amarela" e outra contra o plano de expansão, que considera "um erro a evitar. A primeira já tinha sido assinada por mais de 2600 pessoas, esta quinta-feira, e a segunda recolhia cerca de 300 assinaturas.

Em causa, os planos para tornar a linha Verde circular, "anexando" parte da linha Amarela, que passará a ligar Odivelas a Telheiras (a única estação que passa da linha Verde para a Amarela).

Os autores da petição contra o fim da atual linha Amarela salientam que "a estação de metro de Odivelas foi a terceira mais movimentada da linha amarela em 2017" e que os "milhares passageiros que hoje apanham o metro no concelho de Odivelas e na parte alta de Lisboa vão ser obrigados a mudar de linha no Campo Grande para chegar a estações como o Rato, o Marquês de Pombal ou o Saldanha, no centro da capital".

Os autores da segunda pertição consideram que "a criação de uma Linha Circular e consequente transformação da Linha Amarela num mero apêndice da rede de Metropolitano, ligando diretamente apenas Odivelas a Telheiras". E dizem que "desta má opção decorrerão efeitos negativos para a mobilidade na cidade de Lisboa em geral", ján que os principais argumentos para esta mudança "são falsos ou estão mal fundamentados".

Mário Lopes, engenheiro civil, professor do Instituto Superior Técnico e um dos signatários de uma petição, alerta qua as complicações na circulação serão maiores. Como o perímetro é menor, e a distância entre estações é "muito pequena", será mais difcícil compensar os atrasos, disse num debate organizado pelo PSD Lisboa no Hotel Roma, em Lisboa, citado no Público.

O PSD pediu mesmo a suspensão do atual projeto, na Assembleia Municipal de Lisboa, tendo sido também na terça-feira apresentada uma recomendação dos Verdes no mesmo sentido.

"A cidade vai pagá-lo caro, será um erro que prejudicará gerações. Vamos ter a constatação da inutilidade desta opção dentro de sete ou oito anos. Este é um dos raros momentos em que um sem número de especialistas e a esmagadora maioria dos partidos políticos estão de acordo. Só o PS é que defende isto", atacou Luís Newton, líder da bancada do PSD na AML e presidente da Junta de Freguesia da Estrela, em declarações a O Corvo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.