Pescador morre em naufrágio ao largo de Aveiro

Barco de pesca Draco naufragou entre Leixões e Aveiro. Seis tripulantes foram resgatados, um morreu

O tripulante de uma embarcação de pesca morreu esta sexta-feira de madrugada, na sequência de uma paragem cardiorrespiratória, depois do naufrágio do Draco, pelas 4.30, a 30 milhas náuticas (55,6 Km) da costa entre Leixões e Aveiro.

Segundo um comunicado da Marinha, cujo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento coordenou a operação de busca e salvamento, seis dos tripulantes foram resgatados pelo navio marcante Wec Van Gogh, que se encontrava a navegar nas proximidades, e um sétimo tripulante foi resgatado pelo helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa.

Este tripulante foi transportado para o aeródromo de Ovar, onde veio a ser declarado o óbito.

De acordo com as informações prestadas pela Marinha, o Wec Van Gogh vai aproximar-se das imediações do porto de Leixões onde "os náufragos serão transportados para terra por uma embarcação da estação salva-vidas de Leixões".

Os pescadores naufragados são das localidades da Murtosa, Costa Nova (Ílhavo), Albergaria-a-Velha e Leixões.

A Marinha refere que foi já efetuado aviso à navegação devido ao afundamento da embarcação que ainda poderá constituir um perigo para a navegação.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.