Pelo menos 30% dos utentes devem ter atividade física avaliada nos centros de saúde

Vão ser criadas entre 10 a 20 unidades de saúde para a prática de exercício físico

Pelo menos 30% dos utentes dos centros de saúde devem ter a sua atividade física enquanto sinal vital avaliada pelos médicos de família até ao fim deste ano.

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, Pedro Teixeira, explicou à agência Lusa que o objetivo é fazer da atividade física um sinal vital, garantindo que esta avaliação, já integrada na aplicação informática dos médicos de família, demora "cerca de 30 segundos".

Trata-se de perceber qual o nível de atividade física dos portugueses através de perguntas simples, como foi dito pelo responsável na sessão comemorativa do Dia Mundial da Saúde.

O Programa de Promoção da Atividade Física pretende ainda que se passe desta avaliação para o aconselhamento breve e desenvolveu já guias para a atividade física que os médicos de família ou outros profissionais dos centros de saúde podem passar aos utentes, incluindo por email ou telemóvel.

Aliás, segundo Romeu Mendes, coordenador da comissão intersetorial para a Promoção da Atividade Física, foram já emitidas 4.500 guias de atividade física pelos cuidados de saúde primários só entre janeiro e fevereiro deste ano.

"Estes são dados antes mesmo de termos feito a divulgação destas guias. Estamos agora a começar a fazer a divulgação junto das administrações regionais de saúde e este número irá crescer", referiu à Lusa.

Este ano e no próximo vão ainda ser desenvolvidos projetos-piloto em centros de saúde para consultas de prescrição da atividade física, uma pretensão que o diretor do Programa já tinha anunciado.

As unidades de saúde ainda não estão selecionadas, mas deverão ser entre 10 a 20, sendo que as consultas serão dadas por uma equipa multidisciplinar em que a "dupla chave" será constituída por um médico com pós-graduação em medicina desportiva e um fisiologista do exercício.

Hoje, foi ainda apresentado o "Plano de Ação Nacional para a Atividade Física" que não é um documento com metas ou ações concretas, mas antes um site "onde os portugueses poderão ficar a conhecer iniciativas, projetos, programas e ações promovidas pelas autoridades governamentais, mas também por municípios, empresas, e organizações da sociedade civil".

O objetivo é tentar que os cidadãos saibam o que existe à disposição perto de sua casa para a prática de atividade física, com o objetivo de "pôr Portugal a mexer".

O objetivo é que "sirva de fonte de inspiração para os vários setores da sociedade desenvolverem programas que visem igualmente promover a atividade física" e para "dinamizar e incentivar a implementação de projetos em áreas menos exploradas como a mobilidade ativa, o local de trabalho, ou os cuidados de saúde", segundo os promotores.

Ler mais

Exclusivos

Adolfo Mesquita Nunes

Premium Derrotar Le Pen

Marine Le Pen não cativou mais de dez milhões de franceses, nem alguns milhões mais pela Europa fora, por ter sido estrela de conferências ou por ser visita das elites intelectuais, sociais ou económicas. Pelo contrário, Le Pen seduz milhões de pessoas por ter sido excluída desse mundo: é nesse pressuposto, com essa medalha, que consegue chegar a todos aqueles que, na sequência de uma crise internacional e na vertigem de uma nova economia digital, se sentem excluídos, a ficar para trás, sem oportunidades.

João Taborda da Gama

Premium Temos tempo

Achamos que temos tempo mas tempo é a única coisa que não temos. E o tempo muda a relação que temos com o tempo. Começamos por não querer dormir, passamos a só querer dormir, e por fim a não conseguir dormir ou simplesmente a não dormir, antes de passarmos o resto do tempo a dormir, a dormir com os peixes. A última fase pode conjugar noites claras e tardes escuras, longas sestas de dia com um dormitar de noite. Disse-me um dia o meu barbeiro que os velhotes passam a noite acordados para não morrerem de noite, e se ele disse é porque é.