PCP questiona número de efetivos aprovados para as Forças Armadas

Militares do Regimento de Artilharia de Vendas Novas na zona de Pedrógão Grande, em 2017

Comunistas defendem transparência na definição do número de militares e interrogam-se sobre "qual o sentido" do recente memorando das chefias ao Governo.

"É necessário e vantajoso que os portugueses percebam o porquê" de serem necessários 30 mil a 32 mil militares nas Forças Armadas, defendeu esta quinta-feira o PCP.

Num artigo publicado no órgão oficial do partido e assinado por Rui Fernandes, membro do Comité Central, o PCP sublinha que "ninguém sabe realmente por que razão são precisos 28 mil, 30 mil ou 32 mil militares" no ativo e que seria importante que os cidadãos "o percebam não com base numas justificações vagas mas concretas".

Na origem desta posição está o recente memorando dos chefes militares ao Governo após ter sido aprovada a admissão de apenas 200 efetivos para 2018 - que o PCP considera ter o objetivo de ficar "desde já registado que o ónus será do Governo" se surgirem problemas por não terem sido autorizados os 600 requeridos.

Mas "são precisos 600 para resposta às missões primárias" - de defesa militar da República e missões externas - "ou os 600 são para resposta a todas as missões", incluindo as complementares, pergunta o PCP, admitindo que podem mesmo ser necessários os 30 mil a 32 mil legalmente aprovados.

É que "cortar mato por causa dos incêndios não é missão primária, tal como não o é vigiar matas, praias, fazerem de nadadores-salvadores, etc", prossegue o autor, a propósito de os 200 efetivos a admitir este ano nas fileiras só terem sido autorizados por causa das missões ligadas aos incêndios (na sequência das tragédias de 2017).

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