PCP quer ouvir ministro sobre meios de combate a incêndios

Comunistas apontam dedo a "atrasos que se verificam na preparação da proteção civil para a época mais crítica de incêndios"

O PCP quer ouvir o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e o presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil, Mourato Nunes, sobre "a preparação, meios e respostas previstas para a fase mais crítica de incêndios que se aproxima", na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais.

Num requerimento entregue esta sexta-feira de manhã, o grupo parlamentar comunista nota que "informações e relatos" que chegaram aos deputados do partido "dão conta de atrasos que se verificam na preparação da proteção civil para a época mais crítica de incêndios".

Segundo o deputado Jorge Machado, numa intervenção no plenário da Assembleia da República, notou que a discussão sobre a proteção civil "não pode estar refém de calendários mediáticos nem pode ser discutida à margem dos agentes de proteção civil".

"No que à proteção civil diz respeito, estamos piores do que estávamos no ano passado", atirou Jorge Machado, antecipando a entrega do requerimento para ouvir Eduardo Cabrita e Mourato Nunes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.