PCP diz que Portugal não pode estar dependente das agências de 'rating'

Comunistas sustentam que opções do país têm de ser tomadas independentemente das avaliações das agências de notação financeira.

O deputado do PCP Paulo Sá disse esta sexta-feira que Portugal não pode estar dependente das agências de 'rating' para tomar as opções necessárias para o país e para os portugueses.

"O PCP entende que Portugal não pode estar dependente das agências de 'rating' para tomar as suas opções e deve apostar na produção nacional, na criação de emprego, na melhoria dos serviços públicos, na melhoria em geral das condições de vida dos portugueses, independentemente das classificações que as agências de 'rating' entendam atribuir a Portugal", disse aos jornalistas o parlamentar comunista em Silves, no Algarve.

Paulo Sá reagia assim à decisão da agência de notação financeira Standard and Poor's (S&P) que tirou hoje Portugal do 'lixo', revendo em alta o 'rating' atribuído à dívida soberana portuguesa de 'BB+' para 'BBB-', um primeiro nível de investimento.

Com esta revisão em alta para 'BBB-', com perspetiva 'estável', Portugal volta a ter uma notação de investimento, atribuída por uma das três principais agências de 'rating' mundiais.

Desde 2012 que a agência atribuía à dívida soberana portuguesa um rating 'BB+', a nota mais elevada de não investimento, com uma perspetiva 'estável'.

Paulo Sá frisou que Portugal não pode estar dependente "dos humores ou dos estados de espírito das agências e, muito menos, estar dependente dessas agências e das suas dinâmicas especulativas".

"Independentemente das classificações que esta ou outra agência de 'rating' venham a atribuir a Portugal, o PCP continuará a bater-se, nomeadamente no próximo Orçamento de Estado, para que Portugal faça opções necessárias para o país e para os portugueses", concluiu o deputado comunista que está a acompanhar o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa na apresentação dos candidatos autárquicos do concelho de Silves.

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