PCP chumba mudança de nome do Cartão de Cidadão

O PCP anunciou hoje que é contra a mudança de nome do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania, como propôs o Bloco de Esquerda

"É uma matéria claramente não prioritária", disse o deputado Jorge Machado, argumentando também que esta "não é uma questão de género mas de gramática".

Para o parlamentar comunista, há um "conjunto vasto de problemas" com o Cartão de Cidadãos que são "mais importantes para resolver".

Por exemplo o seu custo para cada utilizador ou o facto de - ao contrário do que acontecia com o Bilhete de Identidade - não ser vitalício para os cidadãos com 70 anos ou mais.

Segundo contou ao DN, este problema já teve consequências nos últimos atos eleitorais, dado que muitos idosos não se tinham apercebido que o seu Cartão de Cidadão (que incorpora a valência de cartão de eleitor) estava caducado.

A mudança de nome foi proposta pelo BE. No preâmbulo do projeto de resolução, os bloquistas consideraram que a designação do cartão "não deve ficar restrita à formulação masculina, que não é neutra, e deve, pelo contrário, beneficiar de uma formulação que responda também ao seu papel de identificação afetiva e simbólica, no mais profundo respeito pela igualdade de direitos entre homens e mulheres".

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.