PCP avisa que é contra "congelamento" de salários

Jerónimo de Sousa assumiu que o OE2017 "será uma prova importante" na relação do PCP com o PS e o Governo de António Costa

Jerónimo de Sousa saiu da audiência do PCP com o Presidente da República dizendo que o acordo com o PS tem sido "no essencial concretizado". Falando aos jornalistas, o líder comunista salientou, no entanto, quando ao Orçamento do Estado para 2017, que "seria um mau caminho voltar a cortar salários [na administração pública] ou congelá-los".

O Governo tem até agora prometido apenas uma reposição das perdas adquiridas desde 2011 mas acrescentando que as carreiras permanecerão congeladas pelo menos até 2018.

Na relação do PCP com o PS e o Governo de António Costa, o OE2017 "será uma prova importante", assumiu. À manutenção do acordo com o PS os comunistas dizem "presente", mas se as políticas governamentais registarem qualquer "inversão", nomeadamente no "rumo da reposição de rendimentos", então o PCP não estará de acordo.

"A nova situação política - disse ainda, referindo-se à "posição conjunta" com o PS - permitiu avanços significativos embora ainda insuficientes"

Perante Marcelo Rebelo de Sousa, a delegação comunista - liderada por Jerónimo de Sousa e integrando João Oliveira (líder parlamentar) e Pedro Guerreiro (membro do secretariado do partido) - protestou ainda contra a "centralidade excessiva da questão do défice" na discussão das opções orçamentais.

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