Paulo Portas vai criar conselho estratégico para a América Latina na Mota-Engil

Ida do ex-líder do CDS-PP e ex-vice-primeiro-ministro para a empresa de construção foi conhecida esta tarde

Paulo Portas vai apoiar a Mota-Engil na internacionalização e criar e um conselho estratégico para a América Latina, disse à Lusa o presidente do Conselho de Administração do grupo construtor, António Mota.

"O dr. Paulo Portas entrará como consultor e o objetivo é apoiar-nos na internacionalização, com grande incidência na América Latina, mas também para outros mercados onde a Mota-Engil ainda não está presente", afirmou António Mota, quando questionado pela Lusa sobre quais as funções que o ex-vice-primeiro-ministro do Governo liderado por Pedro Passos Coelho iria exercer.

O responsável e acionista do grupo adiantou que Paulo Portas vai criar um conselho estratégico dentro da Mota-Engil para América Latina, que será composto por elementos do grupo e por pessoas dos países onde a empresa já está presente, como é o caso do México, Colômbia, Peru e Brasil.

A edição de hoje do Expresso diário avançou que o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-vice-primeiro-ministro vai trabalhar com a Mota-Engil e garantiu que não há qualquer incompatibilidade com o que fez no Governo.

Paulo Portas confirmou ao final do dia a informação.

Segundo o gestor, o ex-vice-primeiro-ministro e ex-líder do CDS-PP iniciará já as suas funções e deverá liderar o novo conselho estratégico logo que esteja constituído.

Quanto aos outros mercados não tradicionais no quais a Mota-Engil quer entrar também com o apoio de Paulo Portas, António Mota não quis adiantar quais.

A Mota-Engil marca atualmente presença em 22 países, repartidos por três áreas geográficas: Europa, África e América Latina, segundo a informação disponível na página do grupo na internet.

O lucro da Mota-Engil disparou para 64 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um crescimento face aos 3,4 milhões de euros do período homólogo de 2015.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Assunto poucochinho ou talvez não

Nos rankings das escolas que publicamos hoje há um número que chama especialmente a atenção: as raparigas são melhores do que os rapazes em 13 das 16 disciplinas avaliadas. Ou seja, não há nenhum problema com as raparigas. O que é um alívio - porque a avaliar pelo percurso de vida das mulheres portuguesas, poder-se-ia pensar que sim, elas têm um problema. Apenas 7% atingem lugares de topo, executivos. Apenas 12% estão em conselhos de administração de empresas cotadas em bolsa - o número cresce para uns míseros 14% em empresas do PSI20. Apenas 7,5% das presidências de câmara são mulheres.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

Quando não podemos usar o argumento das trincheiras

A discussão pública das questões fraturantes (uso a expressão por comodidade; noutra oportunidade explicarei porque me parece equívoca) tende não só a ser apresentada como uma questão de progresso, como se de um lado estivesse o futuro e do outro o passado, mas também como uma questão de civilização, de ética, como se de um lado estivesse a razão e do outro a degenerescência, de tal forma que elas são analisadas quase em pacote, como se fosse inevitável ser a favor ou contra todas de uma vez. Nesse sentido, na discussão pública, elas aparecem como questões de fácil tomada de posição, por mais complexo que seja o assunto: em questões éticas, civilizacionais, quem pode ter dúvidas? Os termos dessa discussão vão ao ponto de se fazer juízos de valor sobre quem está do outro lado, ou sobre as pessoas com quem nos damos: como pode alguém dar-se com pessoas que não defendem aquilo, ou que estão contra isto? Isto vale para os dois lados e eu sou testemunha delas em várias ocasiões.