Passos quer "naturalmente" formar Governo. E agita papão da instabilidade

"Ainda há oportunidade dentro do quadro parlamentar para o PS cumprir as suas responsabilidades", disse líder do PSD

Pedro Passos Coelho defendeu esta terça-feira à tarde que é ao PSD que cabe "naturalmente constituir governo" (e repetiu cinco vezes a expressão "naturalmente"), depois de uma delegação social-democrata ter sido recebida pelo Presidente da República, em Belém, no âmbito da audição dos partidos sobre os resultados eleitorais e o próximo governo.

Para o presidente do PSD, "é muito importante que este mandato possa ser exercido em condições de previsibilidade e estabilidade", agitando logo depois com os perigos da instabilidade. "Se o país não tiver condições de previsibilidade e estabilidade", antecipou, "haverá um adiamento do investimento", "seja de investidores nacionais ou internacionais", concretizou. Para além da "posição externa [do país], que ganhou credibilidade, e podia ser colocada em causa". E Passos insistiu no aviso de que "os sacrifícios" dos portugueses podem ser postos em causa com outra solução.

É muito importante que este mandato possa ser exercido em condições de previsibilidade e estabilidade

Neste ponto, o líder laranja atirou responsabilidades para os socialistas, apesar das negociações entre a coligação de direita e o PS terem chegado a um beco sem saída. "Ainda há oportunidade dentro do quadro parlamentar para o PS cumprir as suas responsabilidades", defendeu Passos. Insistindo que o PSD ganhou e o PSD "é perdedor", o presidente social-democrata disse que "há condições em sede parlamentar para os resultados das eleições serem respeitados". "Cabe ao PS clarificar a sua posição no Parlamento", respondeu, quando interpelado pelos jornalistas.

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