Passos afina com Mitsotakis visão que supere "insuficiências" de Costa e Tsipras

Líder do PSD diz ser "muito útil" que a "experiência grega possa ser avaliada aos olhos dos portugueses"

O presidente do PSD, Passos Coelho, esteve esta tarde reunido cerca de meia hora com o líder da oposição grega, Kyriacos Mitsotakis, resumindo no final do encontro que "o que melhor se extrai" da conversa é que "tratando-se ambos de líderes da oposição nos cabe, tanto na Grécia como em Portugal, olhar para o futuro e apresentar uma visão de estratégia para o futuro que possa superar aquilo que são as insuficiências daquilo que são os modelos que estão a ser executados nos dois países".

Passos Coelho afirmou ainda ser "muito importante" contar com Mitsotakis, o líder do partido Nova Democracia, na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, já que "para Portugal interessa bastante conhecer o melhor possível a história que se veio desenvolvendo na Grécia, não apenas no passado mais remoto, mas também naquilo que está neste momento a decorrer em termos de ajustamento económico-social e orçamental".

O antigo primeiro-ministro acrescentou ainda ser "muito útil que a experiência grega possa também a ser avaliada aos olhos do portugueses" e confessou que trocou também "algumas impressões sobre a situação europeia e a importância que nesse contexto o Partido Popular Europeu pode ter no sentido de responder ao novo contexto das circunstâncias que decorrem da saída do Reino Unido na União Europeia".

Passos conversou ainda com Mitsotakis sobre "as reformas que é preciso fazer para que quer a União Económica e Monetária, quer a UE no seu conjunto, possa vencer estes populismo emergentes e ao mesmo tempo satisfazer aquilo que são as expetativas dos cidadãos europeus."

Passos disse ainda que o PPE é "uma plataforma de partidos que oferecem nesta altura uma visão mais inconformada e que melhor pode liderar essa reforma europeia que é tão necessária para superar bem as dificuldades sobretudo políticas que decorreram da saída do Reino Unido União Europeia."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.