Parlamento Europeu atribui nome de Mário Soares a sala de reuniões em Bruxelas

A instituição parlamentar pretende valorizar o percurso do ex-Presidente português "enquanto protagonista de grande relevância na construção do projeto europeu"

O Parlamento Europeu decidiu hoje homenagear o antigo Presidente da República e primeiro-ministro português Mário Soares atribuindo o seu nome a uma das suas principais salas de reuniões no edifício em Bruxelas.

Em comunicado, a delegação do PS à assembleia europeia indica que, "assinalando um ano" sobre o falecimento" de Mário Soares (07 de janeiro de 2017), o Parlamento Europeu, reunido em sessão plenária em Estrasburgo, França, deliberou assim reconhecer "o seu percurso enquanto protagonista de grande relevância na construção do projeto europeu".

"A atribuição foi feita por proposta da delegação portuguesa dos deputados socialistas no Parlamento Europeu e subscrita pelo Presidente do Grupo dos Socialistas e Democratas (S&D) Gianni Pitella, tendo recebido o apoio do Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani", indica a delegação do PS, acrescentando que "o ato público de atribuição do nome terá lugar no início de 2018, em data a anunciar".

Cofundador do Partido Socialista e antigo chefe de Estado e de Governo, Mário Soares foi deputado europeu entre 1999 e 2004, tendo falecido em 07 de janeiro passado, em Lisboa, aos 92 anos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.