PAN questiona Governo sobre entrada em Portugal de madeira ilegal do Congo

Corte desta matéria-prima em 90% das explorações da Norsudtimber é ilegal

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) questionou esta quarta-feira o Governo sobre as medidas que tomou ou planeia tomar depois das notícias da alegada entrada de madeira ilegal do Congo em Portugal.

Numa pergunta enviada ao Ministério da Administração Interna, o PAN quer saber o que já fez ou pretende fazer o Governo sobre denúncia da organização não-governamental Global Witness, na terça-feira, e por que motivos existe esta "flagrante ausência de fiscalização" da parte das autoridades portuguesas.

O PAN questiona o Governo sobre se "tem ou não conhecimento desta situação e que diligências foram ou serão desenvolvidas", lê-se num comunicado do partido, que "considera ainda urgente perceber quais as razões que propiciam esta flagrante ausência de fiscalização e que diligências equaciona o Ministério da Administração Interna desenvolver".

Segundo o relatório, citado pelo DN, a Norsudtimber é a principal empresa de extração e exportação de madeira da floresta tropical do Congo, mas, segundo a Global Witness, o corte de madeira em 90% das suas explorações é ilegal.

Essa madeira entra na Europa maioritariamente por Portugal e França, adianta ainda o mesmo relatório que identifica três irmãos luso-angolanos como os donos da empresa.

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