Ovar investe 630 mil euros para alargar uma ciclovia e construir mais três

Vai ainda ser melhorada uma pista existente, entre as rotundas do Carregal e da Varina

A Câmara Municipal de Ovar vai abrir concurso para reformular uma ciclovia e construir três novas pistas para bicicletas, revelou esta segunda-feira a autarquia, que assim investirá 630 mil euros para ampliar uma rede envolvendo já quase 50 quilómetros cicláveis.

A medida já foi aprovada pelo Executivo, que pretende que essas vias incluam também faixas pedonais, num incentivo geral à mobilidade urbana sustentável.

"Tudo isto se insere na nossa estratégia de descarbonização do município, que temos vindo gradualmente a consolidar e ainda vamos reforçar mais no futuro", declarou à Lusa o presidente da Câmara de Ovar, Salvador Malheiro.

"Temos um território muito plano que é propício ao uso da bicicleta e, depois da intervenção na Barrinha de Esmoriz, que conferiu continuidade ao nosso eixo atlântico ao unir o centro do concelho à zona norte do município, faltava-nos agora a ligação ciclável entre quatro polos fundamentais de Ovar: a estação de comboio e a zona industrial, por um lado, e a [área residencial] Habitovar e a Praia do Furadouro, por outro", realçou.

Das três novas ciclovias anunciadas para o município, a de maior extensão terá 1.500 metros e fará a ligação entre os prédios da cooperativa Habitovar e a Estrada Nacional 327, nas proximidades da Pousada da Juventude.

Outra pista de significativa dimensão está anunciada para uma zona próxima: também vai ligar a Habitovar à EN 327, mas os seus 1.400 metros irão passar pela Rua Dr. António Manarte e perto do centro comercial Dolve Vita Ovar.

A terceira das novas vias para bicicletas é no centro da cidade e mais pequena: terá 400 metros e tornará mais fácil pedalar no troço entre a rotunda da gasolineira da Avenida Francisco Sá Carneiro (também conhecida como a Avenida do Carnaval) e a rotunda junto à Estação de Comboio. Como esse trajeto passa por uma das entradas do Parque Urbano de Ovar, também agilizará a circulação de ciclistas nesse espaço verde.

Os 630 mil euros que a Câmara Municipal tem reservados para a sua rede ciclável abrangem ainda a reformulação de uma via já há muito em funções, nomeadamente o extremo norte da Avenida do Emigrante, no troço entre as rotundas do Carregal e da Varina.

"Vai proceder-se à melhoria da pista existente, numa extensão com mais de 1300 metros", afirma Salvador Malheiro. "Isso passará por reduzir o espaço disponível para circulação automóvel e por transformar o restante numa ciclovia bidirecional, com melhores condições de mobilidade e segurança", explicou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.