Os amigos perguntavam-lhe: "Pastora, tu?"

Sandra Reis vestirá a Toga no consistório, já este domingo como pastora, e sonha um dia ver a ordenações de mulheres também na Igreja Católica. "Eu vou orar para que isso aconteça!".

Mas até à ordenação da Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal (IEPP), Sandra Reis, de 35 anos, andou dividida entre o estudo da Teologia e a opção de Português/Inglês na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Por pressão familiar, confessa, cursou em Coimbra.

O apelo do Seminário Evangélico Unido de Teologia, em Madrid (Espanha), acabou por ser mais forte. Hoje quer "conciliar a opção de servir a Deus com uma vida normal, de sair com os amigos, com o namorado e dar aulas, com o do culto".

Foi no início deste século que seguiu uma força: "Sentia que precisava de dar, precisava de mais". Mas revela que alguns amigos e familiares ficaram atónitos quando deu a conhecer a sua opção: "Tu, pastora?", questionaram. Mas ela não hesitou.

Sandra Reis, após estagiar em Lisboa, será ordenada na sua comunidade local, Bebedouro, e irá para a Cova-Gala e Figueira da Foz. Assume que sempre teve postura de liderança na sua igreja "desde muito nova, quer a nível local e nacional".

A sua professora da escola dominical, Ana Teixeira, de 43 anos, confessa-se alegre por esta caminhada de Sandra: "Ter uma pastora é absolutamente normal", assegura ao DN.

- P. C.

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