Ordem dos Advogados investiga ex-bastonária Elina Fraga

Averiguações internas do Conselho Geral detetaram alegados pagamentos indevidos no mandato de Elina Fraga. Ano de 2016 encerrou com passivo de 901 mil euros e atual bastonário ordenou auditoria.

O Conselho Geral da Ordem dos Advogados, liderado pelo atual bastonário Guilherme de Figueiredo, fez uma queixa ao Conselho Superior da mesma instituição, relativo a pagamentos suspeitos feitos pela sua antecessora Elina Fraga, no tempo em que era bastonária.

Em causa, segundo avança o Correio da Manhã, estarão pagamentos indevidos que poderão configurar infrações disciplinares. A queixa terá sido entregue há duas semanas e caberá agora ao Conselho Superior (organismo que tutela a disciplina dos advogados) que agora decidirá instaurar, ou não, um inquérito disciplinar. Esta deverá ser uma das conclusões da auditoria encomendada pelo bastonário eleito em dezembro, anunciada logo na altura da tomada de posse em janeiro.

Porém, logo em janeiro, o bastonário teve acesso aos relatórios e contas do último ano, que revela um passivo de 901 mil euros, que já detetava gastos excessivos em praticamente todas as rubricas (gastos com pessoal, trabalhos especializados, rendas e alugueres, comunicação, divulgação institucional, deslocação e estadas).

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