Orçamento do Estado passa ao lado dos problemas dos professores

Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, frisa que há um corte de 281 milhões de euros na rubrica de recursos humanos

A proposta do Orçamento do Estado para 2017 "passa ao lado" dos problemas dos docentes, disse hoje o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira.

O líder da estrutura sindical falava aos jornalistas no parlamento, onde hoje entregou uma petição com mais de 15 mil assinaturas em defesa do descongelamento das carreiras entre outros aspetos relacionados com a atividade letiva.

Uma das exigências é a aprovação de um regime especial de aposentação para os professores e a vinculação dos docentes contratados.

"As verbas contidas neste orçamento são claramente insuficientes", afirmou Mário Nogueira, sublinhando um corte de 281 milhões de euros na rubrica de recursos humanos.

Na sequência da ronda de reuniões que pediu aos partidos, uma delegação da Fenprof teve hoje encontros com representantes do PCP e do PS.

Para a próxima semana estão agendadas reuniões com o Bloco de Esquerda, CDS/PP e o partido ecologistas Os Verdes.

"Esperamos que o PSD também marque a reunião, caso contrário dir-se-á que anda desaparecido", ironizou o dirigente sindical numa alusão às críticas daqueles que o têm acusado de ter diminuído a intervenção com a entrada em funções de um novo Governo socialista.

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