Operação para retirar navio encalhado está suspensa

As operações foram suspensas porque "com o [último] puxão o cabo de reboque partiu-se", disse o comandante Fernando Pereira da Fonseca. Irá ser feita nova tentativa às 18:40, no pico da preia-mar

A operação para retirar o navio encalhado junto ao Bugio foi suspensa às 07:45, não tendo sido possível retirar o cargueiro, disse o porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, adiantando que será feita nova tentativa ao final da tarde.

"As operações foram suspensas às 07:45 porque com o [último] puxão o cabo de reboque partiu-se. Vai ser necessário voltar a colocar um cabo, o que deve demorar mais uma hora", disse o comandante Fernando Pereira da Fonseca.

De acordo com o porta-voz da Autoridade Marítima, as operações serão retomadas às 18:40, no pico da preia-mar.

Os trabalhos para o desencalhe do cargueiro tinham sido retomados às 04:30, depois de terem sido suspensos na terça-feira.

O navio "Betanzos", com bandeira espanhola, está encalhado desde as 01:00 de terça-feira junto ao Bugio, na foz do rio Tejo, ao largo de Lisboa, com 10 tripulantes a bordo, que estão bem de saúde.

O comandante Fernando Pereira da Fonseca explicou também que o "mar está relativamente calmo", mas as previsões apontam para um agravamento do estado do tempo e do mar na quinta e sexta-feira.

"Hoje o estado do mar não será problema, mas estamos a começar a analisar melhor o final do dia de quinta-feira e sexta-feira devido ao agravamento do estado do tempo", disse.

No local estão quatro rebocadores, um vindo de Setúbal com maior capacidade, uma lancha semirrígida com dois elementos da Polícia Marítima, uma mota de água do Instituto de Socorros a Náufragos e uma segunda embarcação da Polícia Marítima por questões de segurança.

Uma primeira tentativa para rebocar o navio foi efetuada por volta das 18:20 de terça-feira, no pico da maré, mas a âncora, presa no fundo, dificultou as operações, apesar de o navio já ter recuperado energia e propulsão.

O navio encalhou na quarta-feira junto ao Bugio depois de ter tido uma falha de energia a bordo que o deixou a deriva.

O navio tinha saído do terminal do Beato, em Lisboa, rumo a Casablanca, Marrocos.

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