Obras no Montijo vão criar "grande prejuízo operacional"

Chefe do Estado-Maior da Força Aérea insiste na necessidade de "encontrar uma solução rápida" para o futuro da base do Montijo

O general Manuel Rolo disse esta quarta-feira que "já não há tempo" para tirar os helicópteros EH-101 da base do Montijo antes de iniciadas as obras da sua adaptação, no verão de 2019, como aeroporto civil e complementar do de Lisboa.

"Objetivamente o que é preciso fazer é encontrar uma solução rápida, porque as obras aqui vão começar em 2019", afirmou o chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA) ao DN, à margem da cerimónia do 65º aniversário da base do Montijo (BA6).

Frisando que o Ministério da Defesa e o ramo têm "trabalhado muito de perto" e de forma concertada, o general Manuel Rolo lamentou em particular os efeitos negativos das obras nas atividades dos EH-101 (busca e salvamento) e das esquadras de transporte do C-130 e C-295.

"O que estamos a propor tem de ser transitório, vai obrigar as esquadras a um esforço maior, vai obrigar a procedimentos que não são os normais", exigindo "uma grande articulação interna" no ramo "e com a ANA quando as obras estiverem em curso", sublinhou o CEMFA.

Note-se que as obras de adaptação da base envolverão alguns milhares de trabalhadores e muitas máquinas no interior da unidade e especificamente na área das pistas.

No caso dos EH-101, por causa da sua missão de busca e salvamento, isso é problemático porque os helicópteros descolam em andamento como os aviões quando estão com carga máxima para voos a longa distância.

"Estamos a criar os mecanismos para poder conciliar" a operação das aeronaves com as obras, "mas não deixa de criar fortes constrangimentos de natureza operacional" às esquadras, insistiu o general Manuel Rolo.

Sobre o segundo estudo (entregue em março passado) da Força Aérea sobre a mudança das frotas para outros locais, o general explicou ao DN que as opções de Ovar e Beja - em detrimento de Tancos - permitem encontrar uma solução com menores custos financeiros.

O principal fator para essa redução reside no facto de Ovar, sendo uma infraestrutura "com uma ocupação residual", já ter "todas as capacidades" para receber esquadras de voo, ao contrário de Tancos - uma antiga base aérea que teria de ser recuperada "de raiz" face ao estado de degradação em que se encontra, precisou o CEMFA.

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