O toque mágico que veio dar liberdade a quem só podia atender chamadas

Fundação PT cria sistema para ecrãs tátéis que permite a quem tem dificuldades motoras enviar mensagens, fazer chamadas ou navegar na internet.

"Foi a primeira vez que enviei um SMS. Tinha um telemóvel mas só recebia chamadas." Foi a pensar na independência das pessoas com mobilidade limitada, como o jovem que fez esta afirmação, que a Fundação PT, a Magic Key e o Sapo criaram a aplicação PT MagicContact. Uma inovação que reúne as funções mais populares dos smartphones e tablets. Os ícones grandes e um sistema de mira que vai correndo as opções para serem ser selecionadas com um toque permitem que os tetraplégicos, pessoas com paralisia cerebral ou com doenças que limitam o controlo dos braços enviem mensagens, façam telefonemas e naveguem na internet.

A PT MagicContact é uma aplicação gratuita, disponível para o sistema Android, "totalmente portuguesa e desenhada de raiz para pessoas com limitações motoras, que reúne todas as potencialidades de telefone", descreveu Teresa Salema, diretora de Sustentabilidade e Desenvolvimento de Soluções da Fundação PT, ontem na apresentação da aplicação. Além da Fundação Portugal Telecom (PT), esta aplicação foi realizada em parceria com a Magic Key, uma spin off do Instituto Politécnico da Guarda, e o SAPO.

Presente na apresentação - durante a qual foi feita uma demonstração do uso da aplicação - esteve também Salvador Mendes de Almeida, da Associação Salvador, que colaborou na fase de testes e de melhoria das potencialidades deste sistema. "Esta aplicação é um grande estímulo para que as pessoas com deficiências motoras sejam ativas na sociedade", defendeu.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN.

Ler mais

Exclusivos

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."