"O Governo perdeu há muito a sua legitimidade"

O eurodeputado do PCP e candidato do partido à Câmara de Lisboa defendeu hoje que o protesto "Que se lixe a `troika"" que decorre em todo o país "é mais uma afirmação da exigência" da demissão do Governo.

"Estamos perante uma torrente que cresce, que engrossa, e que vai continuar nos próximos dias, com essa exigência, dar a palavra ao povo perante um Governo que há muito tempo perdeu a sua legitimidade", afirmou o comunista, em declarações à Agência Lusa.

Acompanhado pelos deputados do PCP Miguel Tiago e Rita Rato e outros militantes comunistas a descer a Avenida da Liberdade na manifestação de Lisboa, João Ferreira disse ter a certeza de que o protesto "terá consequências" e observou que "não é por acaso que se volta a entoar a "Grândola, Vila Morena", nas ruas de Lisboa.

"É porque de facto, os valores de Abril estão mais presentes e atuantes que nunca", considerou, reforçando que "é tempo de dar a palavra ao povo".

O movimento "Que se lixe a 'troika'" convocou para hoje manifestações em mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro, para pedir o fim das políticas de austeridade.

Com o lema "Que se lixe a 'troika', o povo é quem mais ordena", a manifestação de Lisboa, que conta com o apoio da CGTP, coincide com a presença da delegação da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), na capital, para fazer a sétima avaliação do memorando de entendimento.

A PSP já anunciou que o policiamento para as manifestações vai ser "o adequado e necessário", para garantir a segurança.

As manifestações foram antecedidas por diversos protestos, junto de governantes, quase sempre ao som de "Grândola, Vila Morena".

Ler mais

Exclusivos

Premium

DN Life

DN Life. «Não se trata o cancro ou as bactérias só com a mente. Eles estão a borrifar-se para o placebo»

O efeito placebo continua a gerar discussão entre a comunidade científica e médica. Um novo estudo sugere que há traços de personalidade mais suscetíveis de reagir com sucesso ao referido efeito. O reumatologista José António Pereira da Silva discorda da necessidade de definir personalidades favoráveis ao placebo e vai mais longe ao afirmar que "não há qualquer hipótese ética de usar o efeito placebo abertamente".