O "diabo" que aí vem é económico e financeiro, não uma crise política

Tal como a delegação do PS, também a do PSD não foi chefiada pelo seu líder. Passos Coelho, que esteve ontem na Madeira, está doente.

Coube a Sofia Galvão, vice-presidente do partido, chefiar a delegação do PSD que hoje ao fim da tarde foi recebida pelo Presidente da República em Belém - a última audiência partidária desta ronda de contactos que Marcelo Rebelo de Sousa decidiu levar a cabo.

A dirigente 'laranja', acompanhada por Luís Montenegro (líder parlamentar) e José Matos Rosa (secretário-geral), explicou aquilo que Passos Coelho disse ser "o diabo que aí vem em Setembro".

Não é, no seu entender, um cenário de implosão da plataforma de esquerda ("não vemos um cenário de crise política no horizonte") mas sim o agravamento do problema económico do país e ainda do problema da banca.

"Estamos a falar de uma situação que preocupa e quem tem sobretudo a ver com a economia, com a banca e com dados que preocupam os portugueses" e que "preocupam sobretudo a confiança que é preciso que seja reconhecida no país, no caminho que está a levar".

Para o PSD, os resultados da política económica desencadeada pelo Governo "são o contrário do prometido" pelo PS na medida em que não há crescimento económico, "o emprego não melhorou" e "a poupança afundou". Ou seja, "o consumo interno não é motor da economia".

Sofia Galvão sublinhou ainda que está nas mãos da esquerda aprovar o próximo Orçamento do Estado. Nessa matéria - disse - "o PSD não é parte da solução".

Amanhã, o Presidente da República prosseguirá a sua ronda de contactos ouvindo parceiros sociais: CGTP, CIP (Confederação Empresarial de Portugal), CCP (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal) e CTP (Confederação do Turismo Português).

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