Nuno Crato: "Mais que computadores, o que mais faz falta nas escolas é empenho"

O ministro da Educação e da Ciência (MEC), Nuno Crato, defendeu hoje, em Gouveia, que "mais que computadores ou quadros interativos, o que mais falta faz nas escolas é empenho".

Nuno Crato afirmou que é "necessário fazer melhor com menos meios" e que isso obriga ao "empenho" de todos, professores, alunos e pais.

O governante visitou Gouveia, que hoje festeja o seu feriado municipal, a convite da Câmara Municipal, onde assistiu à homenagem ao pintor Abel Manta, natural desta cidade.

No discurso proferido nos Paços do Concelho, o ministro salientou a necessidade de "haver mais disciplina e respeito pelos professores", tanto da parte dos alunos como dos educadores.

"O problema central das escolas não é a avaliação dos professores", disse Nuno Crato, adiantando que está a trabalhar para que este modelo de avaliação seja "o mais justo possível".

O ministro quer dar maior autonomia às escolas, às autarquias e às populações para que sejam elas os protagonistas nas mudanças e afirmou que o seu ministério lhes dará todo o apoio.

"Temos de ter o bom senso de não tentar fazer tudo de novo e de uma só vez", disse Nuno Crato, que disse preferir ir fazendo "pequenas mudanças".

Questionado pela Lusa sobre se o aumento do número de alunos por turma - de 24 para 26 - terá como consequência o despedimento de professores, Nuno Crato disse que esta medida terá "muito pouca" influência sobre os quadros das escolas, mas adianta que tal não invalida que vá haver contratos que não serão renovados.

O presidente da Câmara de Gouveia, Álvaro Amaro, elogiou a "tranquilidade" do novo ministro e realçou a importância das políticas educativas no sentido de evitar a desertificação do interior e apelou ao governante para que ajude a autarquia na sua vontade de instalar na cidade um curso superior de saúde.

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