Número de turistas em Portugal é maior do que o de habitantes

Este ano deve terminar com cerca de onze milhões de visitantes estrangeiros. Eles gostam dos monumentos, do sol, da comida...

"No Castelo ponho um cotovelo. Em Alfama descanso o olhar. E assim desfaz-se o novelo de azul e mar. À Ribeira encosto a cabeça. Almofada na cama do Tejo com lençóis bordados à pressa na cambraia de um beijo." É Lisboa Menina e Moça cantada por Carlos do Carmo, a cidade portuguesa mais procurada pelos turistas. Se falarmos em regiões, o bailinho da Madeira e o corridinho do Algarve continuam a chamar mais visitantes, com o Centro e o Norte a crescerem. Portugal recebeu 7,5 milhões de estrangeiros até 30 de setembro e, mantendo-se o crescimento em relação 2013, espera-se que pela primeira vez os turistas ultrapassem o número de residentes no país, com perto de onze milhões de visitantes. Em nove meses, o número de hóspedes estrangeiros em Portugal foi mais elevado do que o total de 2011 e quase tantos como em 2012. Este ano, o Turismo de Portugal registou quatro meses com mais de um milhão de turistas mensais (maio, julho, abril e setembro), o que resultou em três vezes mais dormidas. No ano passado apenas o mês de agosto ultrapassou o milhão. Falta o último trimestre de 2014, mas são muito positivas as primeiras indicações para outubro e novembro.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.