Nove incêndios em curso

Cerca de 150 bombeiros combatem esta noite os oito incêndios em Portugal continental

São nove os fogos em curso, de acordo com o site da Proteção Civil, mobilizando 149 operacionais e 42 viaturas.

Ribeira de Pena, em Vila Real, e Brito, em Guimarães, são, às 00.30, os locais onde deflagram incêndios de maiores dimensões.

Nas freguesias de Cerva e Limões, do concelho de Vila Real, 64 bombeiros combatem as chamas. Na freguesia vimaranense, são 33 os bombeiros (e 9 viaturas) que procuram controlar o fogo, com duas frentes ativas, numa noite de ventos fortes, como disse ao DN fonte dos Bombeiros Voluntários de Guimarães.

Em Brito, o alerta foi dado às 19.50 e as chamas chegaram a ameaçar casas e a capela de S, Miguel. "Neste momento já não há", disse fonte dos bombeiros, acrescentando não haver registo de danos materiais ou humanos. No distrito de Braga, outros quatro incêndios, de muito menores dimensões, estão ativos, em Fafe, Couto, Silvares e Jesufrei.

No concelho de Vila Real, 64 operacionais e 16 viaturas foram chamados à localidade de Alvite, nas freguesias de Cerva e Limões, para debelar um incêndio que começou às 17.30. Também aqui as chamas ameaçaram casas.

Segundo o comandante Jorge Campos, dos Bombeiros Voluntários de Cerva, "para chegar à frente de fogo os acessos são difíceis e o vento está a dificultar", mas "o combate às chamas está a correr bem".

Num dia em que seis incêndios deflagraram no distrito de Viana do Castelo, apenas um se encontra a esta hora por controlar - em Poiares, no concelho de Ponte de Lima. Sete viatura e 20 bombeiros encontram-se no local.

Em Bragança, na localidade de Candedo (Vinhais), 12 operacionais e quatro viaturas combatem o resultado de um incêndio no mato, e no Porto, no concelho de Felgueiras, 19 pessoas foram chamadas a Jugueiros para extinguir o fogo que lavra nesta localidade.

Ler mais

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...