Nove em cada 10 pessoas respiram ar contaminado

Em 2016, o ar poluído no exterior causou a morte a 4,2 milhões de pessoas e o do interior provocou 3,8 milhões de mortes

Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído ou contaminado a nível mundial. De acordo com os dados revelados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de sete milhões de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas com a poluição e os níveis de contaminação permanecem "perigosamente elevados" em várias regiões do globo.

Segundo o mais recente relatório da OMS, em 2016 o ar poluído no exterior causou a morte a 4,2 milhões de pessoas. A poluição de interiores, relacionada, por exemplo, com o uso de tecnologia ou de fontes de energia poluentes na cozinha, terá causado 3,8 milhões de mortes. Ásia, África e Médio Oriente registam a maior percentagem de mortalidade causada pela poluição, que apresenta níveis cinco vezes superiores ao estabelecido pela OMS.

Em causa está a poluição com partículas minúsculas que entram profundamente nos pulmões e no sistema cardiovascular, causando doenças potencialmente mortíferas como derrames cerebrais, ataques de coração, obstruções pulmonares, cancro do pulmão e infeções respiratórias.

Em Portugal, há 15 locais (ver infografia) que ultrapassam o nível máximo de partículas finas inaláveis (PM2,5), que a Organização Mundial da Saúde determina não dever ser superior a dez microgramas por metro cúbico de ar. O máximo registado em Portugal foi em Estarreja (15), seguindo-se Almada (14), Cascais (14) e Lisboa (13). O Porto fica abaixo do limite e Guimarães tem o valor mais baixo da lista: 3.

A cidade mais poluída do mundo, Muzaffarpur, na Índia, registou 197 microgramas por metro cúbico - mas o valor está a ser revisto.

Ler mais

Exclusivos

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.