"Novas formas de mobilidade são essenciais para aumentar as soluções"

Presidente da Câmara de Lisboa considera que sistemas de car sharing, bicicletas ou scooters partilhadas são completares da rede de transportes públicos. Mas não são a solução para os problemas

Fernando Medina acredita que as novas soluções de mobilidade criadas dentro das cidades, como os carros, bicicletas ou motas partilhadas, "são essenciais para aumentar as soluções e combinar a mobilidade com os transportes públicos, mas não são a solução para o problema". O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) falava durante o encerramento da conferência Cidades e Mobilidade, do ciclo de conferências que assinala os 153 anos do Diário de Notícias e que estão a decorrer até à próxima quinta-feira, no Centro Cultural de Belém.

O autarca reconheceu que os problemas de mobilidade na capital têm de ser resolvidos ao nível da Área Metropolitana de Lisboa (AML), uma vez que é aí que reside a maior parte das pessoas que todos os dias trazem cerca de 370 mil carros para a cidade. "É preciso resolver o problema da Linha de Cascais, mas já estamos a chegar tão tarde que a maior parte das pessoas já mora mais perto da A5 do que da linha do comboio e vão ser precisas ligações de transportes públicos até à linha", exemplifica.

Os aspetos da mobilidade "vão ser centrais nos próximos quatro anos", garantiu Fernando Medina. O principal foco é retirar carros da cidade e aumentar os transportes públicos. Onde também estão incluídos novos serviços: "Se calhar não faz sentido ter um autocarro de cinco em cinco minutos nas ligações entre bairros, às 23.00, mas um serviço de mini bus on demand, que se peça, já pode ser rentável para servir essas populações a essa hora."

Fernando Medina sublinhou ainda que as novas modas de mobilidade não são "o alfa e o ómega" para resolver os problemas. "Temos que ter transportes elétricos, porque são mais sustentáveis, mas não podem ser transportes individuais. As bicicletas, motas e carros partilhados são soluções importantes, mas para complementar os transportes públicos. Não resolvem o problema."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Tempo de fugir de casa para regressar à terra

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.