Nem Maldivas nem Grécia ou Brasil: o melhor destino do mundo é Portugal

O prémio foi ontem entregue à secretária de Estado Ana Mendes Godinho, que trouxe dos World Travel Awards, no Vietname, mais uma mão-cheia de distinções mundiais. "Portugal arrasou!", reagiu a governante

Foi meia dúzia de óscares mundiais conquistados, mais quatro do que os que Portugal conseguiu na última edição dos World Travel Awards e incluindo a distinção máxima: a estatueta para o Melhor Destino Turístico do Mundo, que pela primeira vez cabe a um país europeu. É uma vitória que "representa muitos anos de trabalho na requalificação do país", garantiu ao DN, ainda com a emoção à flor da pele, Ana Mendes Godinho, que foi ao Vietname para a 24.ª edição da grande gala dos prémios conhecidos como os óscares do turismo. "Eu nem tinha mãos para segurar tantos prémios. Portugal arrasou!"

Depois do Dubai, que venceu na principal categoria da noite no ano passado, neste ano e pela primeira vez foi Portugal o escolhido pela prestigiada organização como o Melhor Destino Turístico do Mundo, deixando para trás reconhecidos destinos de férias como o Brasil, a Grécia, a Jamaica, Marrocos e até as paradisíacas Maldivas. Mas se esta foi a maior distinção da noite, no JW Marriott Phu Quoc de Emerald Bay - que tem um sabor especial por chegar menos de três meses depois de recebermos o prémio de Melhor Destino Europeu -, não foi de todo a única.

Eu nem tinha mãos para segurar tantos prémios. Portugal arrasou!

Para Lisboa vem a estatueta de Melhor City Break, que o presidente da câmara, Fernando Medina, vê como "fruto do crescente prestígio da cidade e do investimento na requalificação do património, na disponibilização de novos equipamentos e do enriquecimento da oferta cultural e gastronómica, que beneficiam quem visita a capital portuguesa e nela trabalha ou vive".

Pela terceira vez consecutiva, a Madeira destaca-se em mais esta edição como o Melhor Destino Insular do Mundo, deixando para trás outros 17 destinos como Seychelles, Bali ou Zanzibar. Um triplete inédito e que Eduardo Jesus, ex-secretário regional do Turismo, diz ao Diário de Notícias da Madeira refletir "um trabalho que se deve aos empresários, ao empenho dos colaboradores e do governo regional".

De parabéns está ainda o projeto Parques de Sintra-Monte da Lua, que leva o óscar de Melhor Exemplo do Mundo em Recuperação de Património, assim como o Turismo de Portugal (distinguido a nível mundial depois de quatro vitórias europeias consecutivas) e o site em que são divulgadas as campanhas de promoção do país visitportugal.com.

"Foi uma noite espetacular", resumiu ao DN Ana Mendes Godinho, sublinhando que foi uma mão-cheia de prémios "no campo dos programas públicos, sem contar com outras distinções, incluindo na hotelaria". De resto, na sala onde decorreu a gala, não havia divergências: "Todos diziam o mesmo, que Portugal é o país de que se fala." Para a responsável pela pasta do Turismo, estas conquistas são o "reconhecimento sobretudo da imagem internacional do país, que está num momento de grande dinâmica, de viragem".

Reconhecimento global

Criados em 1993, para premiar os melhores exemplos de boas práticas no setor do turismo, os World Travel Awards são uma das distinções mais importantes para quem trabalha nesta área - razão pela qual ganharam o nome de óscares do Turismo. Para a eleição, vota uma pool constituída por mais de 200 mil profissionais de 160 países, além do público em geral.

Já na última edição europeia, que aconteceu a 30 de setembro em São Petersburgo, Portugal teve razões para celebrar, com a estreia na receção do prémio de Melhor Destino Europeu e mais 36 prémios (cerca de um terço do total) que incluíram várias distinções para a TAP e a Douro Azul, as praias do Algarve e os Passadiços do Paiva.

Veja aqui a lista completa de vencedores desta edição.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

Conhecem a última anedota do Brexit?

Quando uma anedota é uma anedota merece ser tratada como piada. E se a tal anedota ocupa um importante cargo histórico não pode ser levada a sério lá porque anda com sapatos de tigresa. Então, se a sua morada oficial é em Downing Street, o nome da rua - "Downing", que traduzido diz "cai, desaba, vai para o galheiro..." - vale como atual e certeira análise política. Tal endereço, tal país. Também o número da porta de Downing Street, o "10", serve hoje para fazer interpretações políticas. Se o algarismo 1 é pela função, mora lá a primeira-ministra, o algarismo 0 qualifica a atual inquilina. Para ser mais exato: apesar de ela ser conservadora, trata-se de um zero à esquerda. Resumindo, o que dizer de uma poderosa governante que se expõe ao desprezo quotidiano do carteiro?

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A escolha de uma liberdade

A projeção pública da nossa atividade, sobretudo quando, como é o caso da política profissional, essa atividade é, ela própria, pública e publicamente financiada, envolve uma certa perda de liberdade com que nunca me senti confortável. Não se trata apenas da exposição, que o tempo mediático, por ser mais veloz do que o tempo real das horas e dos dias, alargou para além da justíssima sindicância. E a velocidade desse tempo, que chega a substituir o tempo real porque respondemos e reagimos ao que se diz que é, e não ao que é, não vai abrandar, como também se não vai atenuar a inversão do ónus da prova em que a política vive.

Premium

Marisa Matias

Penalizações antecipadas

Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve. A atual idade de reforma é de 66 anos e cinco meses. Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos. Ou seja, em três anos é possível perder quase metade do rendimento para o qual se trabalhou uma vida. As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

O planeta dos sustentáveis 

Ao ambiente e ao planeta já não basta a simples manifestação da amizade e da esperança. Devemos-lhes a prática do respeito. Esta é, basicamente, a mensagem da jovem e global ativista Greta Thunberg. É uma mensagem positiva e inesperada. Positiva, porque em matéria de respeito pelo ambiente, demonstra que já chegámos à consciencialização urgente de que a ação já está atrasada em relação à emergência de catástrofes como a de Moçambique. Inesperada (ao ponto do embaraço para todos), pela constatação de que foi a nossa juventude, de facto e pela onda da sua ação, a globalizar a oportunidade para operacionalizar a esperança.