"Mostrou que Portugal tem capacidade para estar na vanguarda"

Paulo Trigo, 34 anos, engenheiro civil, de Coimbra

Fui por duas vezes à Expo 98: uma numa visita de estudo da escola onde estudava na altura e outra com familiares. Lembro-me que foi a primeira vez que andei de teleférico. Recordo-me bem do Pavilhão do Futuro, pela sua tecnologia avançada, a quatro dimensões, que também vi pela primeira vez. E também retive na memória o Oceanário, pela dimensão e diversidade de animais aquáticos que era possível ver, sendo muitas espécies de que não dispúnhamos no nosso país ou às quais não era fácil ter esse tipo de acesso.

Foi, sem dúvida, um evento marcante, que mostrou que Portugal tem capacidade para estar na vanguarda. E ficámos para sempre com recordações daquele enorme espaço enorme de exposição, numa localização premium como os projetos arquitectónicos da Torre Vasco da Gama (com o seu revolucionário formato) e da pala de Siza Vieira no Pavilhão de Portugal (já então muito apreciada).

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.