Morreu o padre Dâmaso, o holandês que os católicos ouviam na rádio

O padre Dâmaso Lambers, capelão prisional e voz da Rádio Renascença, morreu hoje, em Lisboa, aos 87 anos.

O sacerdote luso-holandês Dâmaso Lambers, voz histórica da Rádio Renascença, morreu esta quinta-feira, em Lisboa, aos 87 anos, segundo a agência Ecclesia.

Nascido em 1930, tinha 10 anos quando os nazis invadiram o seu país. Aos 18 anos tomou a decisão de ser sacerdote. Ordenado em 1955, Dâmaso Lambers chegou a Portugal dois anos depois. Em 1959 começou o seu trabalho nas prisões. "Marcou profundamente a minha vida", disse numa entrevista à agência Ecclesia, por ocasião dos 60 anos da sua ordenação, em 2015, altura em que foi lançado o livro Uma vida de Doação.

O sonho do jovem padre holandês era ir, como missionário, para as ilhas Cook, na Nova Zelândia, mas o superior provincial disse-lhe que o cardeal-patriarca de Lisboa precisava de três padres para as missões populares na província, contou à Ecclesia.

Colaborou na introdução dos Cursilhos de Cristandade de Portugal e fundou a associação "O Companheiro", para aqueles que se sentiam marginalizados. Em 1976 começou a colaborar com a Rádio Renascença, onde ainda se podia ouvir nos programas Caminhos da vida e Boa noite na rádio SIM.

O corpo do padre Dâmaso estará em câmara ardente na Igreja de Nossa Senhora do Amparo de Benfica, a partir das 16h de sexta-feira. O funeral é sábado às 10h30.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.