Moradores preocupados com agravamento do trânsito em Sete Rios

Câmara quer aumentar as zonas pedonais e criar um novo interface, num investimento de seis milhões de euros.

Moradores da zona de Sete Rios, em Lisboa, entregaram uma petição na Assembleia Municipal, na qual se manifestam preocupados com o possível "agravamento do trânsito, da poluição e do ruído" naquela zona, decorrente da requalificação prevista pela autarquia.

A petição "Requalificação da Praça de Sete Rios", à qual a Lusa teve hoje acesso, deu entrada nos serviços da Assembleia Municipal de Lisboa a 24 de fevereiro e é subscrita por 250 cidadãos.

Em causa está uma empreitada a realizar ao abrigo do programa municipal "Uma praça em cada bairro", que pretende reabilitar a Praça Marechal Humberto Delgado, em Sete Rios (freguesia de São Domingos de Benfica), visando aumentar as zonas pedonais e criar um novo interface, num investimento de seis milhões de euros.

Para os moradores, "o aumento do nó nevrálgico dos transportes públicos" terá um impacto "extremamente preocupante" ao nível "do trânsito, da poluição, do ruído e da 'balbúrdia' já existentes".

"Sem prejuízo do reconhecimento da importância coletiva que têm os transportes públicos nas cidades modernas, temos por certo que estes não podem comprometer critérios mínimos de qualidade ambiental para os residentes, alguns dos quais, aliás, já definidos em diretivas, decisões e comunicações europeias", lê-se no documento.

A autarquia prevê "a construção de um parque subterrâneo, o qual vem libertar de estacionamento à superfície a zona de Sete Rios, permitindo [...] a criação de uma nova praça e a concentração das várias circulações rodoviárias num esquema de alameda alongada".

Esta solução vem "reforçar o conceito de interface", já que o terminal rodoviário da Praça Espanha será deslocalizado para debaixo do tabuleiro do Eixo Norte/Sul, bem como aumentar "a capacidade de interligação entre todos os modos de transporte público", considera a autarquia.

Apesar de saudarem a intervenção, os peticionários afirmam que "a escassa informação que conseguiram obter" - quer através do 'site' da Câmara Municipal, quer nas sessões de esclarecimentos promovidas no final do ano passado -- "inspira várias dúvidas e sérias preocupações".

Assim, o documento questiona "qual a percentagem de área com plataformas de autocarros", assim como de espaço pedonal e espaços verdes, soluções para vários problemas de trânsito, ou se o policiamento vai ser aumentado.

Ao nível da poluição, os moradores querem saber "qual a estimativa do aumento/redução dos poluentes atmosféricos [e de ruído] na zona devido às alterações do tráfego".

Os signatários pedem também para serem ouvidos em reunião plenária e na comissão permanente de Ordenamento do Território, Urbanismo, Reabilitação Urbana, Habitação e Desenvolvimento Local, para a qual querem que o documento seja encaminhado.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.