Montenegro: "Vou continuar a ser oposição a Costa"

Antigo líder parlamentar do PSD deixa hoje a Assembleia da República. E recusa que vá fazer oposição a Rui Rio

Com um sorriso nos lábios, o deputado social-democrata Luís Montenegro, que hoje se despede da Assembleia da República, 16 anos depois de ter iniciado o seu percurso como parlamentar, deixou a promessa de continuar a fazer oposição ao governo de António Costa, depois de questionado se iria andar por aí a opor-se a Rui Rio. "Não creio que haja oposição interna no PSD", afirmou.

Para Montenegro, o PSD teve eleições há pouco tempo, tem um novo líder e uma nova direção. Não tem de colocar-se na grelha da partida para qualquer desafio eleitoral a Rio. "Esse quadro não existe hoje." Existe, sim, avisou, a obrigação de ganhar as duas eleições do próximo ano. "Queremos vencer as duas", reiterou.

Traçando uma definição do PSD, de um partido que existe "para governar" e para "transformar o país", Luís Montenegro repetiu um caderno de encargos que já tinha deixado no Congresso do partido. "Rui Rio está obrigado a manter esta ambição viva", a de governar. "Nós existimos para governar e transformar o país", o PSD tem "vocação para essa missão".

Falando aos jornalistas no final de um encontro com o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, que o recebeu na hora da despedida, o antigo líder parlamentar social-democrata fez questão de afirmar que sai "com muita tranquilidade" e "muito ciente" do passo que está a dar.

De Ferro Rodrigues disse que, apesar das muitas "quezílias", sempre atuou, "com frontalidade", "no respeito das regras do jogo". E repetiu-se: "Saio com muita tranquilidade e firmeza."

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