Montenegro: "Não temos birras nem amuos"

Líder parlamentar do PSD garante que o partido está a preparar uma alternativa de poder ao Governo socialista e que vai lutar por uma "maioria absoluta" nas legislativas.

À chegada ao 36º Congresso do PSD, em Espinho, Luís Montenegro voltou a responder às críticas de Paulo Rangel à liderança do partido quanto à falta de agressividade no combate ao executivo de António Costa: "A oposição não se mede pela agressividade, mas pela credibilidade, pela responsabilidade e por estar atento aos erros e omissões do Governo", disse.

O deputado social-democrata manifestou compreensão pela ausência dos críticos de Passos Coelho, entre os quais Rui Rio, Manuela Ferreira Leite e Nuno Morais Sarmento. Mas "via com bons olhos"que tivessem vindo a Espinho "afirmar as suas ideias".

Rejeitou a ideia de Pedro Passos Coelho seja um "líder isolado" e admitiu que as eleições autárquicas de 2017 são um grande desafio do partido, que vai lutar por voltar a ter a "supremacia" nas câmaras municipais, Mas refutou que se esse objetivo não for alcançado ponha em causa a liderança de Passos Coelho.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.