"Momento mau" entre Portugal e Angola já passou

Luís Cuanga, do comité central MPLA, mostra-se satisfeito com melhoria das relações entre os dois países

O MPLA é um dos partidos convidados do congresso do PS, que decorre até amanhã. Luís Cuanga, do comité central do MPLA falou ao DN sobre as relações entre Portugal e Angola. Com os acontecimentos recentes - o encontro entre os ministros da defesa dos dois páises -, o responsável político acredita que "está tudo a encaminhar-se para que as relações possam ter o nível que todos nós desejamos".

O momento, considera, é agora "diferente". "Felizmente o último momento mau já passou e estão reunidas as condições para que as relações se intensifiquem cada vez mais e que vão de encontro aos desejos dos dois povos".

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.