Ministro: morte de responsável da Ovibeja é "grande perda" para o Alentejo

"Deixa como legado principal a Ovibeja, um certame que é hoje uma referência nacional e a melhor montra de tudo o que o Alentejo tem de bom e positivo."

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, considerou hoje que a morte de Manuel Castro e Brito, presidente da associação promotora da Ovibeja, constitui "uma grande perda para o Alentejo e para a agricultura da região".

Numa declaração à agência Lusa, o ministro escreve que Manuel Castro e Brito, que hoje morreu aos 65 anos, "deixa como legado principal a Ovibeja, um certame que é hoje uma referência nacional e a melhor montra de tudo o que o Alentejo tem de bom e positivo."

"Foi uma notícia que me comoveu bastante, dado tratar-se de uma pessoa com quem tinha um relacionamento de mais de 30 anos, sempre pautado por um grande respeito mútuo", disse o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Presidente da ACOS - Agricultores do Sul, a promotora da Ovibeja, e da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo, Castro e Brito morreu hoje de madrugada, em casa, na aldeia de Baleizão, no concelho de Beja, vítima de doença súbita.

Natural de Baleizão, onde nasceu, a 25 de setembro de 1950, Manuel Castro e Brito era agricultor e presidente da ACOS e da comissão organizadora da Ovibeja desde 1989 e da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo desde 2004.

Em 2005, durante a sessão de inauguração da Ovibeja, Manuel Castro e Brito foi condecorado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de comendador da Ordem de Mérito Agrícola, Comercial e Industrial na Classe de Mérito Agrícola. Em 2003, Manuel Castro e Brito foi condecorado pela Assembleia Municipal de Beja com a Medalha de Mérito Municipal (Grau Prata).

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Maria Antónia de Almeida Santos

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